As paletas do artista
Aqui “paletas” está
no plural, porque as paletas formam a paixão do artista...
e quem poderia dizer o contrário. É sua companheira
de rua, a paleta o segue noite e dia, se falam, longos diálogos
cromáticos, conversas sobre tonalidades, nuanças,
contrastes, que geram vários jogos coloridos.
A paleta é a sua bem-amada, aqui, Joseph Matar é
polígamo. Ela é uma e várias, mas raramente
duas ao mesmo tempo. A paleta representa um mito para o nosso
artista, um dos objetos mais sagrados em seu mundo; ela deixa
de ser objeto quando suas mãos nobres e hábis a
abraçam, a tocam; quando ele coloca sobre a sua superfície
pura e imaculada seus sentimentos autênticos, suas expressões,
seu gênio etc... em uma palavra, todos seus “egos”.
Uma vez que a paleta se sente carregada de cores, Joseph Matar
a transforma numa obra brilhante de poesia, lhe inocula a vida,
um individualismo, uma presença eterna.
Várias vezes Joseph Matar trata na sua paleta do último
tema que executou. A paleta seguirá ou representará
outra versão de um tema realizado e, assim, uma nova paleta
com seus copos surgirão e o jogo continua, a circulação
sanguínea, cultural, as comunicações... vários
temas são tratados no site ...
A anunciação, barcas, paisagens, flores, seu companheiro
o burro, grupos etc...
Através de suas paletas que datam de mais de sessenta anos,
podemos acompanhar toda a evolução do artista, suas
peripécias, mudanças, incidentes etc... a paleta
resiste enquanto os pincéis são usados e jogados
fora; ela, esta rainha, campo de batalha, amiga discreta, astro
abrasador, esta figura impressionante e expressiva, diamante mais
rico que os prismas, este arco-íris, e o que dizer da presença
de uma paleta que Joseph Matar adora.

Para informações
adicionais sobre o artista, pintor e poeta
Joseph Matar, favor visitar a seção em língua
francesa
ou inglesa
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